Coach

Vivemos numa época de transformações. As empresas atravessam o que chamamos transformação digital.

Percebo que as pessoas também estão se descobrindo como seres únicos, que buscam crescimento constante e realização plena.

Essa transformação interna, a vontade de dar voz aos nossos desejos, é o que traz significado para as nossas vidas. Tudo isso não exclui a participação no mercado de trabalho.

Há alguns meses a líder Erika Zanoveli me delegou a missão de ser Coach da Mirella Souza da Silva – estagiária na nossa equipe.

É claro! Exclamei de imediato. Ela ficou satisfeita por eu ter aceitado a missão e em seguida foi resolver outros assuntos da sua agenda.

Confesso que ao sair daquela reunião a única coisa que se passava na minha cabeça era:

  • O que significa exatamente ser um Coach?

Claro que eu já tinha ouvia esse termo em muitos lugares, mas qual o seu real significado?

Descobri que essa palavra já assumiu diferentes definições mas que hoje tem a ver com a capacidade de facilitar e transformar a vida das pessoas.

  • Lá na Idade Média, os condutores de carruagens eram chamados de cocheiros.
  • Na segunda metade do século XIX as pessoas usavam o termo para fazer referência aos professores de universidades.
    Acho que isso está mais próximo do significado atual do termo.
  • No mundo esportivo, os responsáveis pelo aperfeiçoamento dos atletas também passaram a receber esse nome.

E o que um Coach faz na prática?

Ele se baseia no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal.

Legal! Estava aí algo que eu queria colocar em prática: ajudar alguém no seu desenvolvimento pessoal. Eu não podia dar respostas prontas ou indicar o caminho que eu julgasse correto. O Coach não é o protagonista do processo.

Em uma conversa inicial com a Mirella, soube que ela já havia trabalhado em um sistema de Agendamento de Salas. O aplicativo foi para o ambiente de Produção e atualmente é usado por toda a Diretoria.

Excelente! Eu pensei. Além de conhecimento e habilidade, é imprescindível ter atitude. É preciso ter coragem para colocar o seu código para os outros usarem. Afinal de contas se erros forem encontrados, é a sua reputação que está em jogo.

Sabendo que ela possui o que chamamos de CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), decidi subir a barra e coloquei um desafio de programação na mesa.

Mirella também já tinha demonstrado conhecimentos em Programação Orientada a Objetos ao entregar aquela missão do aplicativo de agendamento, então propus que ela desenvolvesse um CRUD(1) em uma linguagem diferente daquela usada no primeiro desafio.

Ela faz faculdade de Computação pela manhã e estágio no período da tarde. Apesar de sua agenda corrida, ela topou o desafio sem pestanejar.

Nosso Cientista de Dados Chefe já havia passado uma tarefa para ela realizar no horário da tarde, então em que momento você acha que ela conseguiria estudar a nova linguagem para dar conta do desafio proposto? Sim! À noite e aos finais de semana!

Não são todas as pessoas que encaram o sacrifício de estudar toda noite e aos finais de semana para adquirir novos conhecimentos. Mesmo para os estudiosos, não é fácil manter essa disciplina por muito tempo. Lembre-se que ela tem que dar conta das disciplinas regulares do curso de graduação (…).

Mas eu era o Coach! Minha missão era promover pressão e alta temperatura até que o carbono se tornasse um diamante! Acreditei no potencial da Mirella e ela correspondeu às expectativas.

Depois de estudarmos o código-fonte que ela entregou e realizarmos pequenas melhorias, perguntei se ela topava revisar um texto técnico que explicava tudo aquilo que havíamos testado e mais um pouco. Adivinhem a resposta dela?

  • Sim, será uma honra!

Aluna do Curso de Ciência da Computação da Universidade Nove de Julho, Mirella foi revisora técnica de um livro didático sobre programação de computadores. O seu trabalho de revisão passou em primeira instância no Controle de Qualidade da Amazon!

Além de estar muito orgulhoso, o que mais eu posso dizer?
Mirella, pode colocar “revisão técnica de Livros” como um novo skill no seu LinkedIn!

Desejo sucesso e que você mantenha essa determinação implacável durante a sua jornada profissional. Conte comigo sempre!


(1) Codificar um CRUD significa escrever as funcionalidades necessárias para incluir, alterar, consultar e excluir registros.

Break down

Break down não possui uma tradução direta para o Português, podendo significar diferentes coisas. Nesse post break down significa quebrar um problema complexo em pequenas partes.

É cada vez mais comum ouvirmos sobre a necessidade de criar ao invés de apenas usar Apps.

Seria muito legal pensar em um jogo e ter os conhecimentos para construí-lo e ver outras pessoas jogando, não é? Quem gosta de tecnologia ou pensa em ser empreendedor na área com certeza já teve a ideia de criar um App ou um serviço inovador.
Quando a ideia surge na nossa mente, um erro comum que cometemos é não anotá-la. A próxima vez que isso acontecer, anote a sua ideia de alguma forma. Vale digitar uma palavra num App de anotações do seu smartphone ou usar a boa e velha dupla papel e caneta.

É normal não termos os recursos ou as habilidades técnicas para colocar a nossa ideia em prática imediatamente. O importante é tomarmos nota para que depois seja possível avaliá-la em maiores detalhes. Devemos tentar quebrá-la em pequenos problemas de maneira que possamos ir resolvendo eles um por vez.

Outra coisa interessante é tentar classificar a sua ideia em uma das três categorias:

  1. É uma ideia simples e pode ser colocada em prática hoje: Nessa categoria estão ideias sobre negócios ou serviços que já existem no mercado. Geralmente são ideias que trarão uma baixa rentabilidade mas que, por já estarem consolidadas, podem ser colocadas em prática imediatamente.
  2. É uma ideia complexa e exige mais tempo do seu trabalho: Grandes ideias geralmente demandam mais tempo, às vezes anos, para serem concretizadas. Aqui encontraremos ideias escaláveis, capazes de agregar valor para grande número de pessoas. Pelo alcance que possuem, estas ideias geram maior rentabilidade.
  3. Ideias inovadoras: Nessa categoria estão ideias revolucionárias em que muitas vezes a tecnologia atual não está madura o suficiente para colocá-las em prática. Um termo da moda para classificá-las é a palavra “disruptiva”. São ideias que mudam a forma como as pessoas consomem determinado serviço.

A sua ideia não precisa ser disruptiva para ser colocada em prática. Na verdade, a maioria das ideias que temos classificam-se num dos primeiros grupos. Somos mais de 7 bilhões de pessoas no planeta e é difícil pensar em algo que ninguém tenha pensado, não é mesmo?

Não é motivo para desânimo caso você descubra que a sua ideia se classifica num dos dois primeiros grupos. Muito pelo contrário. Se alguém já fez, significa que você tem material de estudo sobre as coisas que não deram certo e principalmente sobre experiências que obtiveram sucesso.

Pode acontecer de no meio do caminho da resolução da sua lista de itens você descubra que não vai valer a pena investir tempo ou dinheiro nesse projeto. Tudo bem também! Ao menos você colocou a mão na massa e só a atitude de arregaçar as mangas para ver se a ideia iria dar certo te fez aprender muito.

Você precisou falar com pessoas e perguntar o que achavam da sua ideia. Precisou pedir opiniões sinceras e descobriu que sim, é normal pedir ajuda!

Em breve uma nova ideia vai surgir, e com certeza você vai evitar as coisas que você descobriu que não dão certo com base nas suas experiências anteriores.